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Violência nos estádios

março 16, 2010

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15 de Março de 2010, noite de domingo no Rio de Janeiro. Noite de mais um clássico Flamengo x Vasco, no Maracanã. Como sempre, um clássico disputadíssimo no campo e repleto de ingredientes para provocações aos rivais numa segunda-feira. Fora das quatro linhas, também um cenário mais que comum, porém inadmissível: as batalhas travadas pelas torcidas organizadas. Mais infeliz que isso é que tal barbárie não se limita a este clássico. Mas a qualquer confronto, em qualquer lugar do mundo e onde houver um pingo de rivalidade. Como citei anteriormente, é mais que normal provocar um torcedor adversário, tirar sarro ao discutir sobre futebol e outros esportes. Mas o que se vê há anos no Brasil, são batalhas extra-campo organizadas por verdadeiras “quadrilhas”. Não julgo nenhuma torcida especificadamente. Longe disso. O que me intriga em meio a isso tudo é a ineficácia da Policia diante dos acontecimentos.

Sempre que a situação foge do controle da polícia – algo completamente natural –, os mesmos justificam que os torcedores, se é que podem ser chamados desta forma, tramaram algo diferente do que era previsto e do que foi marcado para o suposto confronto com a torcida adversária. Para fugir dos confrontos, remarcam para outras localidades, alteram o horário, etc. E geralmente estas mudanças de plano que trazem “imprevistos para policia” são feitas por blogs – como este -, por comunidades no Orkut, Twitter, entre outros sites de relacionamento. Então me vem uma pergunta: Se a polícia sabe aonde serão planejados, aonde serão os confrontos (horário, data e local), por que vemos tantas batalhas acontecerem e tantos inocentes morrerem? Simples. O planejamento pra que se evite uma tragédia não pode ser feito só para o dia do jogo e também não pode se limitar a região no qual é feita a partida.

Ações como a da Polícia de São Paulo, em proibir que as torcidas organizadas transitem uniformizadas por estádios, podem ser um tiro no pé. A partir do momento em que se faz com que estas “quadrilhas” não estejam identificadas, estarão lhes concedendo a chance de se camuflarem entre torcedores comuns – aqueles que realmente estão presentes para torcer por seu time de coração -, tornando quase impossível a coação. É diante de ações como essa, que percebe-se a falta de planejamento e o despreparo de quem deveria reprimir tais atos de violência. Espionagem a estes sites de relacionamento seria uma forma viável e altamente eficaz, tendo em vista que já se saberiam onde e quando ocorreria o confronto. Como citei anteriormente, a medida tem que ser preventiva. Não se dá vacina em criança que já está doente. Para que o policiamento seja bem posicionado não há outro jeito a não ser planejar. Variados casos de violência nos estádios podem ser evitados desta forma. Algo absurdamente comum dentre alguns torcedores organizados é o de tomar a camisa de um torcedor adversário. Tão banal quanto isso seria se um policial estivesse monitorando o local – seja umaestação de Metrô ou de Trem, algum bar – para que isto fosse evitado. Estas e outras práticas seriam banidas se a impunidade não fosse tão natural. Por isso, a alteração no estatuto do torcedor para que criminalize atos de violência dos torcedores e das torcidas organizadas nos estádios de futebol e seus arredores também, seria uma ótima estratégia para inibir a ação de parte destes torcedores organizados. Talvez se não for para acabar com estas situações, que estas venham se tornar casos isolados ou ocasional.

Não precisa ser um Einstein para saber disso. Acredito que qualquer torcedor saiba qual o remédio para isso, até porque quem freqüenta um estádio de futebol sabe o que estará lhe esperando, se será uma festa de sua torcida ou um campo de batalha. Sentar e cruzar os braços para esta situação não dá. E hoje o que se vê bastante é um discurso conformista de que é impossível reverter tal situação. Flamengo x Vasco, Palmeiras x Corinthians, Atlético-MG x Cruzeiro, Grenal, Bavi, entre outros grandes clássicos do futebol brasileiro podem voltar a ser grandes espetáculos, a partir do momento em que a platéia se sentir segura de que pode aplaudir sem medo.

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Cruzeiro boicotado pela Globo e CBF?

julho 16, 2009

ERRATA:

Caros Leitores da Magazine Wopaaa,

A reportagem de F.Menino a respeito do Cruzeiro ter sido boicotado pela Globo e pela CBF, (Confira na íntegra foi mal interpretada. A intenção de nosso editor F.Menino, ao relatar este assunto, foi devido ao fato do jogo não ter sido transmitido para as capitais de Rio e São Paulo. Como relatou o nosso leitor, Rafael Ferreira:

A questão não foi ter passado o jogo em todo país e sim não ter passado no rio e são paulo.. além de não dar a cobertura que este jogo merecia.. pô final de libertadores…

Pedimos as sinceras desculpas à quem interpretou de forma errônia  a intenção de nosso editor, F.Menino. Continue acompanhando a Magazine Wopaaa!

Equipe Magazine Wopaaa!

Agência / Agência Estado

A noite de quarta-feira foi marcada pela grande final da Libertadores, envolvendo Cruzeiro e Estudiantes. Final esta, que culminou na vitória do Estudiantes e no seu Tetracampeonato na Libertadores. O que não deu pra se compreender, foi como a Rede Globo deixou de transmitir esta finalíssima para todo o Brasil.

O Jogo que iria ao ar a partir de 21:50 – horário de Brasília -, não teve o tratamento que merecia. No mesmo horário, era transmitido para Rede Globo São Paulo o clássico Flamengo x Palmeiras, enquanto que para o Rio de Janeiro e o restante do Brasil, estava sendo transmitido Internacional x Fluminense direto de Porto Alegre. Já a grande final da Libertadores da América, passou somente para o estado de Minas e Rio Grande do Sul e parcialmente para alguns outros estados, o que contradiz a conduta da Rede Globo nos anos anteriores. Isto é, dar destaque aos times brasileiros que chegam a final, transmitindo a grande final para todo o Brasil. Para entender essa contradição, vai então algumas informações das finais anteriores:

  • 2002 Olimpia x São Caetano

Transmissão dos dois jogos da final para todo o Brasil, com todos os holofotes voltados para o São Caetano.

  • 2003 Boca Juniors x Santos

Transmissão de ambos os jogos da final para todo o Brasil, com todo o destaque para o Santos.

  • 2004 Once Caldas x Boca Juniors

Por não haver times brasileiros na final, a Rede Globo não transmitiu esta final.

  • 2005 São Paulo x Atlético Paranaense

Finalíssima entre dois times brasileiros. Não tinha como não ser transmitido para todo o Brasil.

  • 2006 Internacional x São Paulo

O mesmo caso anterior. Só que com destaque ainda maior, por se tratar de dois gigantes tradicionalíssimos do futebol brasileiros.

  • 2007 Boca Juniors x Grêmio

A Rede Globo cobriu a final tanto na La Bombonera quanto no estádio Olímpico, sendo ambas partidas transmitidas pra todo o Brasil.

  • 2008 LDU x Fluminense

Todo o destaque da imprensa para o Fluminense. Também transmissão em rede nacional.

  • 2009 Estudiantes de La Plata x Cruzeiro

Rede Globo transmite esta final somente para o estado de Minas e Rio Grande do Sul, ignorando uma transmissão em ambito nacional.

Razões para que este jogo tivesse um maior destaque não faltavam. O Cruzeiro que apresenta o futebol mais vistoso do Brasil, contra o Estudiantes, o futebol mais eficiente na atualidade – diga-se de passagem – do futebol Argentino, a rivalidade Brasil e Argentina, o fato desta edição de Libertadores ser a 50ª, etc. Tudo isso só mostra o quanto esta final era e foi especial. Além de tudo, sem contar o fato de que o Cruzeiro é a 7ª maior torcida do Brasil, segundo o Ranking das maiores torcidas do Brasil (Ibope). E um time de tamanha grandeza no futebol brasileiro, ser ignorado de tal forma não é algo que se aceite. Mais que isso, podemos dizer que também houve incoerência por parte da CBF, em não adiar esta 11ª rodada do Brasileirão. Ou já ter se antecipado nesta decisão, quando ainda se organizava o calendário 2009. E não tem como numa hora dessas, justificar esse não adiamento alegando que o calendário do futebol brasileiro está saturado.

Fora que segundo aos dados do Ibope, a Globo perdeu por vários instantes em São Paulo nos ínidices de audiência para a Record, que transmitia no mesmo horário o Reality Show A Fazenda. Cabe aqui a pergunta: “Por que decidir não transmitir esta final para todo o Brasil?”

Nesta noite de Quarta, torcedores que não conseguiram garantir seu ingresso pra finalíssima no Mineirão e também os que não possuem acesso a TV por assinatura ou Internet Banda Larga, ficaram sem a oportunidade de acompanhar este jogão. E isso é um absurdo, se tratando de uma competição tão tradicional como a Libertadores e uma Rede de Televisão tão experiente como a Globo.

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