A Wopaaa! apoia a Banda Opinião Pública

“Gosto de música desde sempre”, declara para começo de conversa Raphael Dias, cantor e guitarrista da banda Opinião Pública. Esse “desde sempre” não é tanto tempo assim. O rapaz tem apenas 23 anos. Mas a pouca idade não o impede de ser firme, muito firme nas suas falas. A pouca idade, aliás, não impede estes rapazes de serem firmes e claros na sua principal escolha: fazer música pop. E é exatamente isso – com um tempero roqueiro – que está no disco de estréia da banda. O time fica completo com Luis Bretz (guitarra), Marcelo Meirelles (baixo) e Duda Rangel (bateria). A Opinião Pública está pronta para ocupar um espaço de destaque no cenário pop rock verde e amarelo.

O nome foi pescado de uma lista de sugestões. “Tem a ver com interatividade”, explica Raphael, certo de que numa época como a de hoje, com a web 2.0 bombando, a possibilidade de interação com o fã é fundamental. É muito por aí, pela rede mundial de computadores, que o quarteto mantém um contato bem íntimo com um público que só faz crescer. Agora, amadurecendo o repertório, o contato passa a se dar também na estrada, nos palcos. É isso mesmo que eles querem.

A decisão de encarar o trabalho musical de forma mais séria veio depois que eles venceram um festival. Como prêmio, os meninos ganharam uma viagem aos EUA – o paraíso do pop rock. E fora justamente um grupo estadunidense, o The Offspring, que começou a plantar uma semente roqueira na cachola de Raphael – ele ficou encantado com o disco “Americana”. A confirmação da tendência roqueira viria mais tarde, com uma banda inglesa: aos 16 anos, quando já arriscando-se no posto de cantor, Raphael interpretou num show “Wonderwall”, do Oasis. Estava feito. Era o pop rock ou nada.

O quarteto debutou em disco em 2006, lançando o EP “Sinta-se em casa”. O CD que traz o nome da banda, agora, é um álbum completo. E já tem dois hits. Um é “Vem dançar comigo”. O outro é um sucesso do Cidade Negra, “Firmamento”, que foi gravada por sugestão do baixista da banda, Marcelo Meirelles – música que vem com a ilustre participação de Toni Garrido.

Foi na cara-de-pau que Raphael conseguiu o help daquele que considera um dos maiores intérpretes do país: “Eu estava no estúdio, terminando de mixar o disco, e fiquei sabendo que o Toni estava lá gravando. Daniel Figueiredo, que estava produzindo a música, também estava produzindo uma com o Toni Garrido e, assim, quando o material ficou pronto, mostramos ao Toni e perguntamos se ele aceitaria fazer uma participação especial.

“Firmamento” e “Vem dançar comigo” serão os dois primeiros singles do disco. Esta segunda é um rock simples, forte e direto, capaz de fazer ouvintes de todas as idades se identificarem com a letra. Com uma guitarra sedutora, a mensagem entra fácil nos ouvidos.

Uma terceira música que chama a atenção neste trabalho é “Que sorte”. Uma que o cantor e guitarrista fez num momento de especial inspiração. Sim, ele também é um jovem compositor, um que acredita na “inspiração e na transpiração” e que quer que suas mensagens sejam claras. “O fenômeno pop acontece de uma forma que não é só música. Bob Dylan e Beatles, por exemplo, não são só música. São também comportamento. Entendendo a relação do público com a música, eu me torno um artista mais consciente”, diz o cantor.

A banda está atenta às armadilhas do tal mercado. Os rapazes estão de olho nos ídolos descartáveis, na produção de um novo sucesso mundial a cada semana. Não querem entrar neste esquema. Mas eles têm o desejo de alcançar um grande número de pessoas e trabalham duro para isso. Que público é esse? “A nossa música é muito lúdica para definir o público”, escapa Raphael, certo de que estabelecer limites não é uma boa opção. Pelo menos não neste momento.

A hora é de cantar e mostrar o trabalho à massa. “Que sorte” chega a fazer a gente pensar que ela é uma balada, mas depois surgem momentos em que ela chega ao hard rock. A música tem um clima road movie, apesar das referências muito caseiras: o cara quer que a moça chegue mais perto, quer dar um beijo na testa dela…

A simplicidade permeia o disco do Opinião Pública. Percebe-se isso em “Tudo bem”, um mergulho na consciência e um convite à reflexão; em “Pra nunca mais voltar”, uma música com uma essência libertadora e, ainda, naquele que é o mais claro momento de protesto do disco: “Cegueira”. Nesta última, eles são capazes de fazer uma bela crônica dos dias atuais.

Dá para perceber que estamos diante de artistas que sabem observar o mundo. Só assim eles conseguiriam falar do cotidiano que vivem. Além disso, eles são firmes na escolha da perspectiva que querem seguir. Fazem pop rock. Mas não são radicais. Nem desrespeitam os outros estilos. Quando faz uma referência en passant ao samba, em “Te ver de novo”, a banda reafirma sua linha e mostra como é capaz de fazer alusões a outros universos. Com todo o respeito.

“Logo ali” e “Um ideal” são dois momentos, digamos, mais tranqüilos. A primeira é uma conversa íntima com o ouvinte. A segunda traz uma carga dramática que impressiona.

O disco, como eles dizem, é um apanhado de diversos momentos da banda. O repertório vem sendo reunido há pelo menos três anos. E é este o conceito que há por trás do álbum. Pop rock para quem, desde sempre, não quer limites.

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2 Comentários em “A Wopaaa! apoia a Banda Opinião Pública”

  1. Danielle Says:

    ficou ótimo =)

  2. Raphael Says:

    Ficou muito boa a matéria! Bom saber do apoio de vocês!! Um abraço! Paz e Rock. RD. : )


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