Quer investir na bolsa?

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O mercado de ações deixou de ser um bicho-de-sete-cabeças. Diferentemente do que acontecia há alguns anos, hoje não está mais associado a grandes investidores e à idéia da perda de dinheiro. Apesar de ser uma aplicação sujeita a flutuações de rentabilidade, que depende de fatores como a política econômica internacional, por exemplo, é a modalidade financeira que ainda garante ganhos a longo prazo, com percentuais a partir de duas casas decimais.

Mas mesmo transmitindo segurança, é bom saber que, para investir despreocupadamente o primeiro passo é ter em mente que a ação está incorporada a um mercado de risco. E que é, sim, uma opção interessante – desde que não haja necessidade de resgatar a quantia investida no curto prazo. Os especialistas só divergem quanto ao tempo mínimo de permanência do dinheiro nas aplicações, que pode oscilar entre dois e cinco anos. Também não há um valor determinado para começar. Com apenas 100 reais no bolso é possível participar desse investimento.

A Bovespa é o palco onde todas as transações financeiras ocorrem. Lá, o frenesi acontece de segunda a sexta-feira (quem nunca assistiu a uma cena de um pregão pela televisão?). Tudo porque a instituição comercializa as ações ou os “ativos” das companhias estabelecidas no Brasil, que têm seu capital social aberto aos investidores. Para se ter uma idéia do volume de dinheiro envolvido, até o mês de setembro de 08  a Bovespa computou negócios na ordem de R$ 808,8 bilhões.

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Os clientes pessoa física tiveram participação expressiva nesse bolo e representaram 24,28% do total (algo em torno de 284.518 registros). O meio de campo entre eles e a instituição é feito pelas corretoras de valores credenciadas.

Antes de assinar um contrato com alguma delas, pesquise o histórico da corretora na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que, além do Banco Central, é a entidade subordinada ao Ministério da Fazenda responsável pela fiscalização e regulamentação desse mercado.

PASSO-A-PASSO

A principal dica dos analistas para quem deseja investir é exercitar a curiosidade e pesquisar bastante. Ler jornais, balancetes de empresas e acompanhar pela mídia o desempenho das ações ajuda na hora de aplicar. Segundo a assessora de investimentos da Gradual Corretora, Doraci Rodrigues Martins Julia, é essencial o acionista conhecer o histórico da companhia em que está investindo ou pretende aplicar (se é estável e economicamente saudável, por exemplo).

“Existem mais de 60 companhias de primeira linha na Bovespa, distribuídas por áreas de consumo”, explica Doraci. Há também as de liquidez um pouco menor, consideradas de segunda linha. “Por isso, o interessante é diversificar a carteira entre esses setores”, fala.

Outra dica da analista é, sempre que possível, investir valores regulares mensalmente na aquisição de ações. Sandra Blanco, da MulherInvest, explica que a rentabilidade está relacionada ao tempo de compra dos papéis. “A aquisição mensal de ações das mesmas empresas permite que o ganho final seja razoável”, confirma.

De forma geral, a lógica manda comprar no período de baixa e vender quando as ações estão em alta. O Índice Bovespa (IBovespa) é um bom termômetro do desempenho médio dos principais papéis negociados no país e serve como um indicador de “pontos” importante para orientar escolhas.

Mesmo assim, para quem tiver dúvidas, vale acompanhar a performance no ícone Informações do Pregão, no site www.bovespa.com.br.

APRENDIZADO

A gerente administrativa Francislaine Medeiros Ferderbar, 42 anos, de São Paulo, ingressou nesse mercado e não saiu mais. “Achava que era um setor fechado e para quem tinha muito dinheiro”, fala. “Meu marido, que é empresário, fez cursos sobre a área e começou a investir. Como acompanhei o processo, me livrei do preconceito e virei uma investidora”, conta. Há quatro meses, ampliou o leque de opções ao ingressar no Clube de Investimento Gradual Mulher.

TIPOS DE AÇÕES

As ações são de dois tipos: ordinária (ON) e preferencial (PN). A primeira permite ao investidor votar nas assembléias da empresa. A outra, como o nome faz supor, concede preferência ao acionista para receber resultados ou reembolso de capital – caso haja liquidação da empresa, mas há restrição de voto. É importante saber que, quando se adquire uma ação, você está comprando uma quota da empresa e se tornando seu sócio. A obtenção de resultados mais significativos está relacionada à opção por ações com maior liquidez, ou seja, que se transformam rapidamente em dinheiro. Por isso, é muito importante prestar atenção a fatores como o desempenho e a credibilidade da empresa. A única situação em que se pode perder tudo é no caso de falência. “Vale observar o histórico de rentabilidade das ações regularmente. Se as perdas superam 15%, aconselho resgatar a aplicação”, diz Sandra Blanco, da MulherInvest.

INVESTIMENTOS DE ACORDO COM SEU PERFIL

Caso queira aplicar na bolsa, você tem duas alternativas: a forma individual, mas por intermédio de uma corretora, ou em grupo (nesse caso, com os clubes de investimento ou fundo de ações). Veja as características dessas opções:

INDIVIDUAL


Conhecida como Home Broker, nessa modalidade você faz o contato por telefone com a corretora contratada ou realiza as operações pela internet ou por um canal direto. O desconto de IR é feito sempre que ocorrer ganho, independentemente de haver resgate. Se o valor de venda das ações mensalmente atingir R$ 20 mil, está isento de IR. Acima disso, o percentual é de 15%. O serviço das corretoras também é cobrado e pode variar entre 0,5% a 2,0%. Paga-se ainda uma quantia de até R$ 25,21. Além desses valores, há uma taxa entre 0,025% e 0,035% , cobrada pela Bovespa sobre a aplicação (dependendo do tipo de investimento) e outra de custódia, que representa o custo da guarda das ações. Nesse caso, varia mensalmente de acordo com a corretora.

CLUBE DE INVESTIMENTO (Em Grupo)


É a modalidade com, no mínimo, três pessoas e o máximo de 150. É criado por intermédio de uma corretora, que seja membro da Bovespa. Para evitar prejuízos ou monopólio, o limite de quotas é de 40% da carteira. O valor mínimo a ser aplicado é estipulado pelo estatuto. Um representante é nomeado para intermediar as negociações entre a corretora e os participantes. Nos clubes, o IR é pago no resgate da aplicação. As taxas de corretagem variam de 2% a 6% sobre a rentabilidade.

FUNDOS DE INVESTIMENTOS OU DE AÇÕES (Em Grupo)


São papéis que podem estar sob a administração de uma corretora, de uma instituição financeira ou de um gestor cadastrado na Comissão de Valores Mobiliários. A escolha das ações cabe estritamente ao administrador. O investidor só tem direito ao rendimento . As taxas administrativas também variam de 2% a 6% sobre a rentabilidade obtida.

Na dúvida, consulte:

CBLC – http://www.cblc.com.br
CVM – http://www.cvm.gov.br
Banco Central – www.bcb.gov.br

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Retirado do site: http://acessando.org/index.php/20081023671/Diversos/Aprenda-a-investir-na-bolsa-de-valores.html
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